segunda-feira, 4 de maio de 2015

Quartz 1977 Quartz


O início de uma lenda: o debut do Quartz certamente mostrou ao que veio com esse magnífico álbum. Ainda bem Hardesco, esse deve ser o álbum mais leve da banda, mas nem por isso esse disco é fraco. 
Gosto do andamento das músicas que tanto me lembra o início do Saxon, entendem? Aquela pegada Rock 'n' Roll, só que quase todas as músicas são quase todas em tons menores e os teclados estão sempre lá, criando uma atmosfera proto-Doom, e isso é muito interessante, pois é quase como se eles fossem a antítese do Deep Purple.

Todos os trabalhos desse grupo são especiais. De alguma forma você verá o quão interessante é ouvir o som desses mestres do Metal Inglês.

Obs.: A banda é escocesa e no marcador está Inglaterra por um único motivo: descuido do autor do texto.


Träck List:

01.Mainline Riders
02.Sugar Rain
03.Street Fighting Lady
04.Hustler
05.Devil's Brew
06.Smokie
07.Around and Around
08.Pleasure Seekers
09.Little Old Lady


Lineup:

Mike Taylor - Vocals
Malcolm Cope - Drums
Derek Arnold - Bass
Geoff Nicholls - Guitars, Keyboards
Mick Hopkins - Guitars


Full Album





domingo, 3 de maio de 2015

Quartz 1980 Satan's Serenade


Quartz é uma banda Britânica de Heavy Metal.

   Demorou, mas encontrei o lendário EP Single do Quartz, o mítico Satan's Serenade. Esse não é o primeiro single do grupo, mas com certeza é um dos plays mais cultuados pelos fãs da NWOBHM, principalmente pelos admiradores do Witchfynde, Witchfinder General e Pagan Altar.
   Quem notar alguma semelhança com o Black Sabbath não tenha dúvidas de que não é mera coincidência, pois no início das atividades do Quartz eles abriram muitos shows pro Sabbath, além do simples fato de Geoff Nicholls (ex-tecladista do Quartz) sempre ter sido um enorme aficionado no trabalho do Iommi e sua trupe, tanto é que atualmente Geoff é um membro obscuro do Black Sabbah, sim!

Altamente recomendado aos que procuram um pouco do melhor da NWOBHM nesta que deve ser uma das bandas mais antigas do movimento.


Träck List:

01.Satan's Serenade
02.Bloody Fool
03.Roll over Beethoven (Chuck Berry cover)


Lineup:

Malcolm Cope - Drums
Mick Hopkins - Guitars
Derek Arnold - Bass
Mike "Taffy" Taylor - Vocals



Satan's Serenade





Bloody Fool





Roll Over Bethoven





sábado, 11 de abril de 2015

Em Português? Músicas em Língua Portuguesa que eu Curto Muito

Hoje postarei algumas músicas em língua portuguesa que são interessantíssimas, mas que infelizmente não possuo informações certas ou confiáveis a respeito de algumas das bandas ou mesmo dos álbuns que produziram. Enfim: ouça, avalie e divirta-se. Se quiser, procure e pesquise por conta própria.


Prize 1985 Tua Voz


Banda gaúcha que participou das clássicas coletâneas "Rock Garagem II", 1985, com a música "Tua Voz, e "Rio Grande do Rock", 1988, com "Força de Interesse" e "Brasil"




Cambio Negro 1985 Incêndio na Noite


Grupo de Hard Rock surgido no Rio Grande do Sul em 1985, mesmo ano em que participaram da coletânea "Rock Garagem II". Junto com o SPARTACUS, o CÂMBIO NEGRO era a banda mais pesada do LP. A versão de "Incêndio na Noite" que você ouve agora é a original, tirada deste vinil. Em 1989, com outra formação, eles lançaram um disco completo intitulado "Hard Rock", sempre sob a direção do baixista Mitch Marini. A banda desapareceu poucos anos depois deste lançamento e nunca mais soltou registros. A coletânea foi relançada em CD, já o debut continua restrito a quem tem toca discos.



Metalmania 1987 Como um Animal


Não precisa escrever nada, hein?




Asraroth - O Alienado


Formada em 1982, a Astaroth foi a primeira banda de Metal no Rio Grande a gravar um LP : "Na Luz da Conquista".



Bandaliera - Campo Minado


Banda gaúcha oitentista.



Shock 1989 Cabelos Compridos



Banda paraibana de Heavy Old School. Escrevi bastante sobre eles: lançaram disco ano passado, inclusive!



Gangrena Gasosa 2011 Quem Gosta de Iron Maiden Também Gosta de KLB


SE DEUS É 10 SATANÁS É 666 (2011) é o terceiro CD oficial da Gangrena Gasosa, e traz de volta o Saravá Metal das entranhas da nossa terra e prova que "aqui no Brasil tem Diabo bom também!"

terça-feira, 7 de abril de 2015

Black Metal: Ideologia e Som

   Pouco depois de finalizar o texto anterior, percebi que deveria ter dissertado um pouco mais sobre a natureza do Black Metal, uma vez que me utilizei de um simples método de comparação e não havia falado do Black Metal em si. Bem, com esse texto espero falar daquilo que ficou em branco no texto passado; contudo, este post está longe de ser um continuação, mas um acréscimo às informações apresentadas.
   Afirmo que o Black Metal nasceu com forte influência do Hardcore Punk e Speed Metal, sendo esses dois os elementos da First Wave Of Black Metal (Blackened Speed Metal). Assim, a temática satânica era corrente em bandas como o Venom etc.
   Na Second Wave também notamos forte caráter oculto que foi dando lugar à violência das bandas de Thrash Metal, ao paganismo nórdico do Bathory e a escola escandinava, lendas shintoistas (com o Sigh, nos anos 90), ocultismo e assim por diante.
   Nos anos noventa, com a Third Wave of Black Metal, o satanismo já não era o centro do Black Metal, mas a solidão, depressão, a natureza, os ideais políticos arianos do nacional socialismo, enfim, o Black Metal começou a se tornar um universo.

   Teclados, piano, violinos, vocais líricos, pedais que ajudam a simular atmosferas quase psicodélicas como no Shoegazing do Rock Alternativo, contrabaixos carregados de Grooves, levadas de bateria que mais lembram Jazz que Metal. Atualmente, desde o Avan Garde, passando pelo Post-Rock, flertando com Industrial e terminando em Sinfônico, isso é o Black Metal que foge quase que totalmente das gravações cruas (característico do Raw Black Metal ou das atmosferas densas do Funeral Doom, Depressive Black ou Atmorpheric Black.
   Pode-se encontrar letras das mais variadas possíveis dentro do Black Meal, seja uma lenda nórdica como a épica Man Of Iron quanto desilusões amorosas, pactos bestiais, fragilidade da vida humana, doenças psicossomáticas, consciência ecológica, ufanismo...

   O que vem a romper definitivamente com o satanismo no Black Metal é o UnBlack Metal, que não é nada mais nada menos que Black Metal cristão. Aí você me diz: "isso é bobagem!", mas e todas aquelas temáticas? O que são?
   A temática lírica não influi de maneira direta nem indireta num gênero como Heavy Metal, por que sinceramente, não há poetas ou grandes letristas no mundo do Metal. Ouvindo os álbuns pós-Seventh Son do Iron Maiden que são um tédio, mas que para alguns é uma "aula de história para metaleiros cultos e inteligentes" tem no final das contas os mesmos riffs de sempre. Para que eu não me complique nessa parte, deixe-me dizer: Heavy é ação, não reflexão. Se você puder adicionar suas crenças na música estará buscando uma forma de individualizar sua música, o que é bom e original; no mais, você só precisa de energia e força de vontade para que qualquer coisa saia bem feita, isso vale tanto na música quanto na vida (momento Hannah Montana de um aspirante a músico no auge dos seus dezenove anos de idade).

   Para concluir e não ser contraditório quando havia lamentado o destino do Black Metal, reafirmo: a escola norueguesa teve sua parcela na contribuição para a evolução do Black Metal, mas acabou por produzir pouco e material muito pobre. Os exemplos que citei apontam que o Black Metal é infinitamente mais amplo que podemos imaginar, mas que no fim, estas bandas diferentes compõe a grande minoria enquanto que a maioria insiste em fazer o mesmo som que os escandinavos: som tosco, de um amadorismo ingênuo que mantêm a técnica instrumental pobre e simplista; e ecos do velho ocultismo satânico e odinismo.

   Metal não tem ideologia; o pluralismo lírico é sem dúvidas importante e não repetir, mas fazer algo novo, é fundamental no mundo das artes.

sábado, 4 de abril de 2015

Black Metal: Surgimento, Apogeu e Dias Atuais

   Para que eu possa iniciar esse texto, devo dizer que o Black Metal teve seus primeiros adeptos os seguidores do Venom, sejam eles:

 Bathory, Bulldozer, Hellhammer, Celtic Frost, enfim, bandas como essas formaram a First Wave Of Black Metal. A First Wave tem como característica o puro Speed Metal, proto-Thrash Metal.

   Depois, surgiu a escola germânica de Thrash Metal que trazia bandas como Holy Moses, Sodom, Destruction e Kreator. Essa escola produzia nada mais nada menos que o som proposo pela First Wave, só que com mais peso e brutalidade, sendo responsáveis pelo início do Thrash Metal europeu e o surgimento do Death Metal.

 Daremos o nome de Second Wave Of Black Metal à escola alemã de Thrash Metal.

   Por fim, temos a escola norueguesa, ou por que não, escola escandinava de Black Metal. Nesta última importante escola, notamos que os adeptos uilizam a denominação Black Metal com mais frequência e criam uma identidade 'típica Black Metal'. Reunindo elementos das duas outras escolas, Immortal, Mayhem, Darkthrone e Burzum mesclaram Death Metal, às vezes Doom Metal e algo da cultura nórdica para dar moldes a essa escola.

 Essa última é a Third Wave of Black Metal, ou como alguns preferem chamar, Norsecore.

   Mas afinal, tudo isso é Black Metal? Só a Third Wave pode ser considerada Black Metal?

   Bem, a minha opinião (sim, trata-se de uma simples e insignificante opinião) é que em alguns momentos os grupos da First e Second Wave tiveram seu período mais 'Black':

 Todo Hellhammer é Black, bem Raw mesmo, mas o mesmo não se aplica ao Celtic Frost;
 O início do Bathory foi Black e com o tempo foi se tornando Viking;
 Sodom era puro Blackened Speed Metal em In he Sign Of Evil, mas depois foi se voltando pro Hardcore;
 Kreator seguiu o mesmo caminho do Sodom, do Metal viceral ao Industrial.

   A atmosfera densa e sombria que envolvia os primeiros álbuns foi gradativamente deixada de lado, seja devido ao amadurecimento musical ou pelo fato do público estar se afastando do Black Metal. Já os noruegueses abraçaram o Black Metal que sempre fora um elemento secundário (geralmente quem tocava Thrash poderia tocar um pouco Death e mesclar isso ao Black Metal, como os heróis nacionais, Sepultura e Sarcófago) se deram uma roupagem totalmente única.

   Mesmo sendo a escola da terceira geração aquela a abraçar o Black Metal, não significa que eles criaram algo extraordinário. Na verdade, ao meu ver, boa parte das bandas da terceira geração deixam muito a desejar, uma vez que a técnica é baixa; as músicas são quase todas parecidas; as performances no palco não mudam nada e, cá entre nós, às vezes é bastante cansativo escutar álbuns inteiros.
   Algumas bandas sinfônicas é basicamente um teclado (sintetizadores) acompanhado por screams...
   Há grupos que sem dúvidas merecem respeito por fazer algo audacioso e interessante, mas são raras essas bandas.

   O texto se resume a isso: Black Metal tinha a simples proposta de dar a um som pesado uma temática pesada que envonvesse ocultismo, bruxaria e outras coisas mais, só para trazer ao metal algum perigo, porém, nada disso realmente se concretizou realmente, na verdade, o Metal só ficou estigmatizado como música diabólica e demoníaca por causa de grupos que saíram do controle e acabaram se excedendo, cometendo aos infelizes, enfim... O Black Metal surgiu numa explosão e continua com estalinhos.

   Não citei nomes, pois não quero ser mal interpretado. Tentei focar no principal. Espero que apesar de curto o post de hoje, "tenha sido bom pra você."

domingo, 15 de março de 2015

Heavy Metal e Seus Subgênros: Como Surgiram?

Alguns podem dizer que o lançamento do debut do Black Sabbath foi um divisor de águas no mundo do rock por trazer o primeiro álbum de Heavy Metal (onde eu discordo parcialmente, uma vez que eu acredito que o primeiro álbum de Heavy Metal em sua essência foi In Rock do Deep Purple, o debut do Sabbath tem mais elementos Stoner que Heavy propriamente ditos);

Há quem diga que Sad Wings Of Destiny do grande Judas Priest o primeiro álbum de Puro Heavy Metal;

Outros dizem que Black Metal do Venom fez surgir do Black Metal;

Walls Of Jericho do Helloween foi o primeiro álbum de Power Metal;

Também dizem que Kill'em All do Metallica deu o ponta pé inicial ao Thrash Metal;

Ou mesmo que o Scream Blood Gore do Death concebeu o Death Metal (aqui eu discordo totalmente, Seven Churches era brutal o suficiente para já ser considerado como Death Metal, sem contar com o Morbid Visions do Sepultura que era pura "ignorância sonora");

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Acredito que só me faltou falar do Ace Of Spades do Motörhead como álbum Speed Metal, mas como muitos nem Metal os consideram, preferi deixá-los de fora, enfim...

O texto é simples e tem como finalidade aguçar o senso crítico do leitor para que esse possa, talvez até aceitar o que escrevi, pensar um pouco sobre quais critérios podemos e devemos levar em consideração quando dizemos que ''esses caras foram ou não foram os primeiros a fazerem algo novo e diferente algo antes nunca pensado no mundo da música."

Os critérios são os seguintes:
1) Som inovador, algo nunca antes feito;
2) Mesmo depois de certo tempo, como de 1 ou 2 anos após o lançamento do álbum inicial outras bandas ou artistas lançaram registros que lembram a sonoridade proposta inicialmente, o que só vem a refutar o ponto '1';
3) Qualidade musical, ou seja, além de inovador a receptividade deve ser boa em relação ao público ao qualo álbum se destina.

Nesse terceiro ponto vale ressaltar o seguinte: quando falo que o álbum deve ter uma boa receptividade não digo que o álbum deve ter sucesso comercial, o que é algo totalmente diferente, pois como todos nós sabemos, mesmo dentro do mundo do Metal o mercado está voltado a um gênero em especial, então houve o tempo da NWOBHM, houve o tempo do Thrash, do Black e atualmente talvez o mercado esteja focando no Screamo ou outra aberração desse tipo... e o que eu quero dizer é que pode ter acontecido na época em que a NWOBHM uma banda como o Venom que fazia um som bem extremo e incomum em comparação aos parâmetros da época e consequentemente não vendeu tanto quanto o Iron Maiden e outros grupos da época, mas que pouco tempo depois os mesmos eram cultuados e respeitadíssimos no Metal.

Assim, falarei de alguns grupos e álbuns para que dessa forma eu possa refutar o sistema apresentado.

Começo pelo Sabbath. Sem dúvidas, eles preencheram todos os três requisitos básicos, contudo, o Deep Purple por ser uma banda de Rock Progressivo, experimentou bem mais que o Sabbath em seu debut (ou mesmo nos álbuns subsequentes, como Paranoid e Masters of Reality). Os riffs de guitarra são infinitamente mais bem elaborados no In Rock (Hard Lovin' Man é quase Thrash Metal), os teclados assumem a dianteira em algumas músicas, o que só é visto (ouvido) em bandas de Power Metal, as músicas tem o andamento mais variado em relação as do Sabbath que são praticamente todas densas e arrastadas em tom menor... Se me perguntarem qual foi a primeira banda de Heavy Metal, digo sem sombras de dúvida: Black Sabbath; agora, se me perguntam o primeiro álbum Heavy Metal, respondo: In Rock, pelo simples fato dele conter mais elementos dos Subgêneros que surgiram depois (no In Rock ouço desde Heavy Metal quanto Melodic Metal e Progressive.
Não é minha intenção ser dogmático, até porque só defendi essa tese por gostar bastante do Deep Purple e por isso estou dando mais destaque ao In Rock. 

O tempo do saudoso Michael Kiske é sem dúvidas o melhor (certo que a banda começa com Kai Hansen nos vocais e longe de mim querer desmerecer o Walls Of Jericho) da banda, pois traz toda magia do Power Metal oitentista que é bem diferente dos grupos de noventa e, consequentemente, o Helloween de noventa é praticamente outra banda se compararmos a formação do Keeper Of The Seven Keys. Bandas como Manowar podem ser consideradas como Power Metal, aliás, li inclusive, algumas menções ao Thor (já postado no blog) como sendo um dos primeiros artistas a introduzir elementos Power Metal no Mundo do Metal. Mas, como dizia, o Manowar não só pode ser considerada Power Metal como poderiam ser os pioneiros no gênero, pelo fato deles terem lançado o debut deles em '82 (não só na temática lírica, mas na sonoridade que é bem épica). Battle Hymns é mais parecida com o Unchained do Thor, por isso não tem tantos elementos neoclassicos quanto os encontrados no Helloween em '85, contudo, Sign Of The Hammer já preenche quase todos os requisito acima citados (ele não é um álbum muito bom, se bem que isso é opinião minha)... Bem fica a seu critério dizer qual pode ser a primeira banda de Power Metal ou mesmo qual o primeiro álbum; continuo a pensar que foi o Walls of Jericho, pois esse preenche todos os elementos citados e preenche com louvor!

Não tenho muito a falar do Thrash Metal. Reconheço que antes do Kill'em All não havia nada parecido. Mesmo outras bandas antes de '85 não eram tão diferentes do Metallica, digo, não eram nem mais pesadas que eles. Só depois do terceiro álbum do Slayer é que eles ficaram com aquela sonoridade amadurecida e técnica; o Anthrax era bem pesado em seu debut (Fistful of Metal), mas assim como os germânicos e os brasileiros, só haviam lançado seus debuts anos mais tarde (dentre '84 e '88).

No campo do Death Metal há sim algumas possíveis contestações que o caso do Seven Churches do Possessed. Puro Death Metal em '85. E no mesmo ano, o Sepultura lançava o Morbid Visions que mesmo sendo um EP vale a pena mencionar. Posso rejeitar, inclusive a ideia de que o Death foi a primeira banda de Death da história (apesar de ter sido a melhor, sem dúvidas).

No Black Metal, no entanto há muitas controvérsias, e agora eu pergunto: o que vem a ser Black Metal? O Venom e sua escola de Black Metal First Wave que segue Bathory, Hellhammer (Celtic Frost)? A Second Wave que acabou se consolidando na história como Blackened Thrash como Sodom, Destruction e o velho Slayer? Ou a Thrird Wave of Norsecore com os grupos de queimadores de igrejas que usam corpse paint da Escandinávia? Bem, isso eu não sei, mas se considerarmos o Black Metal como a escala detalhada (Frist Wave of Black Metal, Blackened Speed Metal; Second Wave, Blackened Thrash Metal; Third Wave, 'Norsecore') podemos sim considerar o Venom como a primeira banda de Black Metal e com isso o Welcome to Hell ou Black Metal como o primeiro álbum de Black Metal da história.

Creio que alguns podem achar que essa postagem foi desnecessária ou até mesmo cansativa, mas quis fazer algo diferente e acredito que realmente o fiz. 


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Bad To The Bone... Punk To The Core! 2015 Compilação Raridades do Metal

Certo pessoal, sei que são poucos os que acompanham o trabalho que venho fazendo no Raridades e, com certeza, alguns devem ter se perguntado: "Por que não tem material novo?" Explicarei agora... Nessas férias tive uma série de ideias (dentre elas, essa humilde compilação que hoje vos apresento) novas, como postagens diferentes e divertidas, sabem? Críticas sem resenha e um pouco sobre a história do Rock e Metal, além da influência do universo pop sobre a cultura metal etc. Minha intenção era produzir ao menos seis (6) postagens nesse modelo (acredito que dentre as minhas primeiras postagens no blog é possível encontrar algumas mais ou menos parecidas com a descrição dada), mas eis o que me aconteceu: a internet falhou. Sim, a internet me deixou na mão por mais de um mês e, infelizmente, ainda não consegui resolver esse problema.

Enfim, cansado de esperar reparos na minha rede, decidi usar as ferramentas que disponho e gastar muito tempo em uma  postagem que sirva como um 'sinal de vida' e assim demonstrar meu afeto ao Raridades e consideração aos que nele visitam.


A Compilação

Escrever um texto crítico sobre qualquer tema seria muito chato depois de tanto tempo sem nenhuma novidade e com essa postagem gostaria de mostrar uma compilação que reúne algumas das minhas músicas Punk favoritas (faixas aleatórias que reúne clássicos obscuros de bandas Punk Rock, Garage Punk, Hardcore Punk, Hardcore, Melodic Hardcore, Crust Punk, D-Beat e Crossover).


A Ideia

Um tempo atrás vi um blog em que o dono só postava compilações produzidas por ele (não lembro do link desse página) e era interessante, pois ele misturava sucessos populares com grupos extremamente underground. Ouvi alguns arquivos e achei sensacional, até porque escolher a ordem certa das músicas em um álbum, EP ou Demo é uma tarefa difícil, acredite. Então, está aí a ideia: veio de um blog Indie Rock que hoje em dia deve estar instinto.


Por que uma Compilação Punk?

Mesmo o blog se chamando 'Raridades do Metal' vocês já devem ter percebido que eu ouço bastante grupos Punk, isso não é nenhuma novidade. A partir dessa postagem pretendo falar um pouco da cultura Punk no Metal, uma vez que o movimento que tenho mais respeito e admiração é a NWOBHM e a partir daí notamos forte absorção de elementos Punk nas bandas de Metal e vice-versa. Nota-se, principalmente, que essa troca de influências musicais é atenuada nos gêneros extremos.

Dentro desse tópico, recordo-me uma discussão na internet sobre as diferenças entre o Grindcore e o Death Metal. Em dado momento, alguém interviu e afirmou que "Grindcore e Death Metal é a mesma coisa", mas será que realmente é verdade? Depois de grupos como o Death, Autopsy, Obtuary etc. as bandas de Death Metal passaram a incorporar elementos Grindcore, o que nem sempre é visto com os grupos de Grindcore. Aliás, mesmo algumas bandas antigas de Black Metal lembram o scream do Siege assim como os grupos atuais de Black Metal se esforçam para criar uma atmosfera obscura e eletrônica similar ao que já fora feito por bandas Punk como  Amebix, Killing Joke etc. Ainda dentro do Black Metal, vale lembrar que a First Wave nasceu com o Venom que incorporava elementos Punk e Hardcore, além disso, as primeiras bandas de Black Metal buscavam sonoridades cruas, pesadas e quase sempre a execução dos riffs era pura velocidade, elementos já criados por bandas como o Discharge, Black Flag, Circle Jerks, Häsker Dü, Poison Idea etc. E isso acontecia ao inverso, como quando notamos que a Drum Beat do Discharge é uma forma simplifica da levada Motörhead; dentre as principais influências do Black Flag está o Black Sabbath; Napalm Death buscava mesclar o Hardcore Punk com o caótico e doentio som do Hellhammer...

Vale lembrar: Glenn Danzig em seu trabalho no Misfits e sua carreira solo, Danzig; Paul Di'anno e seu álbum punk na década de '90; Brujeria, afinal de contas, diz aí: "Brujeria é Grindcore ou Death Metal, ou talvez seja Crust?"

Longe de buscar nesse texto a forçada conclusão de que "Metal e Punk é a mesma coisa", se bem que são 'quase a mesma coisa' e por isso pensei em fazer uma compilação Punk, para mostrar que algumas das músicas poderiam estar bem dispostas numa outra compilação Metal.

Abaixo estão dispostas na seguinte ordem: nome do grupo; música; nação.

Anti Cimex - Only In Dreams (Suécia)
Pure Hell - No Rules (EUA)
New Bombs Turks - Crying In The Beer (EUA)
In Defence - Mosh Against Mostato (EUA)
The Comes - Panic! (Japão)
Beowulf - Lack of Knowledge (EUA)
The Weirdos - We Got The Neutron Bomb (EUA)
Endless Bummer - Skate or Die (França)
Punkadaria - Escória Revoltada (Brasil)
Deathrace - Integretet (Suécia)
Kuro - Furniture Fire (Japão)
Hellhound - Pakoon Neonarmeijaa (Finlândia)
Merrygoround - Broken Heart (Japão)
Riot Score - Dreams (Brasil)
Fear - Love The Girls (EUA)
Broken Bones - Decapitated (Inglaterra)
The Stalin - Kaiboushitsu (Japão)


Para uma compilação punk já deu pra perceber que o número de faixas é pequeno, de qualquer forma é um início e imagino que futuramente novas postagens como essa possam surgir.